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quinta-feira, 28 de março de 2019

quarta-feira, 27 de março de 2019

Salão Nacional de Humor de Caratinga / 2007 RETROSPECTIVA 12


Revista HUAI Nº01 - 8º Salão Internacional de Humor de Caratinga / 2006

Artistas da China e Irã Invadem Caratinga - A coordenação do8º salão Internacional de Humor de Caratinga, a cada vez que abria a caixa de correio ficava mais surpresa com a profusão de trabalhos de estrangeiros, principalmente vindos da China r do Irã, entre 25 países onde, como todos sabem, há uma rigorosa censura. Mas esta não é a única novidade, em sua oitava edição o Salão de Humor apresentou uma tenda concebida pelo seu coordenador, Edra. O projeto trouxe uma proposta bem didática, segmentando as categorias em galerias diferentes, facilitando a compreensão por parte dos visitantes. Marcaram presença os artistas Gilmar, Fernandes e Orlando Pedroso, da Comissão Julgadora de premiação, além de Fausto (SP), Milton (RJ), além dos mineiros João Marcos (Governador Valadares) e Rico e Heringer (Manhuaçu). O evento também superou o seu recorde de público

Salão Nacional de Humor de Caratinga / 2007 RETROSPECTIVA 11


Revista HUAI - Nº 01 - 7º Salão Internacional de Humor de Caratinga / 2005

Grandes nomes do Humor Mineiro Marcam Presença - Sete é um número significativo em muitos aspectos para religiosos, exotéricos e similares, é há que diga que “sete é conta de mentiroso”. Para o Salão Internacional de Humor de Caratinga, sete significa maturidade, consolidação de imagem junto a patrocinadores, grande público e artistas. A cada ano cresce o número de trabalhos enviados, agora de diversas partes do globo. A presença de trabalhos de artistas consagrados já comum e numerosa. O Salão já se tornou referência entre os eventos da mesma natureza no Brasil e no mundo. Já considerado por especialistas como o maior de Minas Gerais e situado entre os maiores do Brasil. Na abertura, num ato inédito na história do humor de Minas Gerais, foi realizado o lançamento do livro Uma “Doze” do Humor Mineiro, coletânea de charges de 12 artistas do estado, organizada por Edra, cuja maioria compareceu, servindo como forte referência do humor mineiro, dando-o independência em relação ao eixo Rio-São Paulo.

Salão Nacional de Humor de Caratinga / 2007 RETROSPECTIVA 10


Revista HUAI Nº 01 - 6º Salão Internacional de Humor de Caratinga / 2004

Salão de Humor Inaugura Uma Nova Era Com Tenda Montada na Praça Central da Cidade e Ziraldo Finalmente Comparece ao Evento - É inegável que a presença de Ziraldo foi ponto marcante do 6º Salão Internacional de Humor de Caratinga. Na ocasião foram comemorados os cinqüenta anos de carreira do artista com uma bela exposição retrospectiva de banners com o melhor de seus trabalhos desde o início de sua trajetória. Inaugurando uma nova fase, pela primeira vez a mostra vai para uma enorme tenda armada no coração da Praça Cesário Alvim, pertinho do coreto, dando um passo decisivo para sua popularização, facilitando o acesso de público de todos os níveis. Com isso, a visitação cresceu alcançando uma média de duas mil pessoas/dia. Foi o primeiro ano que o evento recebeu recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Tais recursos deram um impulso fundamental e abriram ótimas perspectivas de futuro, facilitaram nosso planejamento e execução de projetos agregadores de valor.

Salão Nacional de Humor de Caratinga / 2007 RETROSPECTIVA 09


Revista HUAI Nº 01 - 5º Salão Internacional de Humor de Caratinga / 2003

Salão Inaugura Sua Versão Internacional - Ninguém segurava mais: agora o nome passou a ser Salão INTERNACIONAL de Humor de Caratinga. Nesta edição três estrangeiros foram premiados com a Menção Honrosa, batizando o caráter internacional do Salão. Da América latina foram contemplados Hernadez, de Cuba na categoria charge e José Domingo Acuña, da Argentina, na categoria cartum. E do velho continente foi listado entre os ganhadores o polonês Tomek Woloszyn também na modalidade cartum. Foram realizadas exposições de cartuns em banners do jornal OPasquim21 e do artistas paranaense Solda em painéis de tecido. O 5º salão Internacional de Humor de Caratinga aconteceu entre os dias 26 a 31 de dezembro de 2003. A partir daí se tornou internacional definitivamente, ampliando sua abrangência e atraindo inscrições de artistas de lugares os mais inusitados.

Salão Nacional de Humor de Caratinga / 2007 RETROSPECTIVA 08


Revista HUAI / Nº 01 - 4 Salão Nacional de Humor de Caratinga / 2002

Instituído o Troféu Pererê aos Vencedores do Salão - No 4º Salão Nacional de Humor de Caratinga foi instituído em definitivo Troféu Pererê, em alusão ao personagem do folclore brasileiro eternizado nos quadrinhos de Ziraldo. Nesta edição foi realizada a escolha dos vencedores através , e exclusivamente, pelo voto popular. Aconteceu também uma exposição de banners com trabalhos de Ziraldo e mostra do acervo do 3º Salão de Humor de Brasília “Controle dos Gastos Públicos” , promovido pela UNACON –União Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle, organizado pela jornalista Terezinha Pantoja. O cartunista mineiro Quinho (Manhuaçu), do Diário da Tarde, e considerado um dos melhores caricaturistas do Brasil, criou o cartaz do Salão.

Salão Nacional de Humor de Caratinga / 2007 RETROSPECTIVA 07


Revista HUAI / Nº 01 - 3º Salão Nacional de Humor de Caratinga / 2000

Revelando Caricaturista e Premiando Caratinga - O 3º Salão Nacional de Humor de Caratinga foi o primeiro a ter o cartaz produzido por Ziraldo, anunciava o Troféu Henfil para os vencedores e cujo filho, Ivan Cosenza, visitou trazendo originais e publicações do pai expostos durante o Salão para apreciação do público. O Salão de Humor também revelou um grande caricaturista, o estreante Rossi com a caricatura de Djvan, é hoje um dos papas do gênero no Brasil. Foi também registrada a primeira premiação a um artista caratinguense, o médico Paulo Motta. O evento ocorreu nas dependências da FUNEC – Fundação Educacional de Caratinga – co-patrocinadora di Salão de Humor. Foram registradas as visitas dos artistas Mac Carval, de Guarujá(SP), Mayrink (Juiz de Fora), Rico e Betir de Manhuaçu (MG).

Salão Nacional de Humor de Caratinga / 2007 RETROSPECTIVA 06


Revista HUAI - 2º Salão Nacional de Humor de Caratinga / 1999

Um Segundo Passo Dado Com Muita Firmeza e Fé - Realizado entre os dias 20 e 27 de outubro de 1999, nas instalações Fundação Educacional de Caratinga – FUNEC, o 2º Salão Nacional de Humor de Caratinga surgiu como uma confirmação da iniciativa. Entre os visitantes destacamos o cartunista Santo – Diário do Rio Doce (Governador Valadares), realizando o lançamento do livro “Como Fazer Desenhos Animados” escrito em parceria com o argentino Enrique Valdez, ambos com passagem pelos estúdios Disney e Hanna Barbera. Compareceram também, realizando lançamento de livros os cartunistas Rico, de Manhuaçu (MG), e o carioca Dil Márcio que comandou a Oficina do Bom Humor. Houve, ainda, show humorístico com o comediante Compadre Belarmino. O Prêmio dado aos vencedores desta edição foi o troféu “Fortuna”, que teve uma exposição paralela também em sua homenagem e caricaturas ao vivo com os cartunistas Mariosan(GO) e Jorge Inácio, de Ipatinga(MG).

Salão Nacional de Humor de Caratinga / 2007 RETROSPECTIVA 04

Em sua oitava edição o Salão Internacional de Humor de Caratinga
atingiu a marca de 35 países estrangeiros participantes

Salão Nacional de Humor de Caratinga / 2007 RETROSPECTIVA 03

A Revista HUAI trouxe, em sua edição de estréia, 
uma entrevista com o mestre Ziraldo, 
concedida com exclusividade ao cartunista Edra.



Revista HUAI - HUmor o Ano Inteiro / 2007

ZIRALDO: CURIOSAMENTE MALUCO 

 O ilustre caratinguense, Ziraldo Alves Pinto nasceu em 24 de outubro de 1932. Filho de Zizinha e Geraldo, é o mais velho de uma família de sete irmãos. Ainda criança já demonstrava sua paixão pelo desenho. Naquela época não havia nenhum lugar que passasse despercebido das mãos habilidosas de um já inquieto e criativo Ziraldo. Ele fazia caricaturas dos professores na sala de aula, desenhava nas paredes, na calçada, ou aonde tivesse jeito.   Desde as histórias em quadrinhos (os gibis da época), até Monteiro Lobato passando por Viriato Correia, outro interesse que sempre nutriu desde a infância era a leitura. Hábito este que ele defende em suas palestras e entrevistas nos quatros cantos do mundo como de fundamental importância na capacitação do ser humano Ler é melhor do que estudar diz com toda convicção.
 Multimídia, na carreira profissional fez de tudo. Formado em Advocacia foi aprendiz de tipografia, auxiliar de cartório, bancário, publicitário, redator, apresentador de TV. Mas é principalmente pintor, cartazista, jornalista, teatrólogo e alcançou fama mundial como cartunista.
 Trabalhou em vários jornais e começou a ficar famoso na década de 60 fazendo a página de humor da Revista Cruzeiro, para em seguida lançar a primeira revista em quadrinhos genuinamente brasileira e feita por um só autor: a Turma do Pererê. Depois disto veio mais uma lista de personagens famosos destacando The Supermãe, Geremias o bom e o insaciável Mineirinho Comiquieto. Seu trabalho na imprensa brasileira alcançou seu ápice no lendário jornal Pasquim, editado em pleno regime militar e que reunia um seleto grupo de jornalistas, cartunistas e intelectuais.
  Em 1969 estréia como escritor, aventurando-se no universo da literatura infantil com FLICTS atraindo muitos leitores, os mesmos que se multiplicaram em 1980 se deliciando com as traquinagens do Menino Maluquinho alcançando a marca de 2 milhões de livros vendidos, maior sucesso de Ziraldo, tornando-o um dos mais festejados escritores do público infantil da atualidade.
 Em entrevista exclusiva ao também cartunista caratinguense Edra, Ziraldo fala um pouco de sua vida, trajetória profissional e o seu tão declarado amor a Caratinga.

 Cartunista renomado, hoje é aclamado como escritor de livros infantis. Em que área você mais se realiza? 
R – Acho que sou um especialista em assuntos gerais. Meu negócio é ficar de olho. Sou um observador da minha cidade, Caratinga, do meu país, Brasil, e do mundo. A grande palavra para explicar essa vocação é curiosidade. A maioria dos seres humanos nasce sem questionamentos em relação ao mundo; tudo está aí, deve ser assim mesmo. Já outros nascem e querem saber mais. Ter curiosidade é que é o segredo. Uma das mais antigas lembranças que tenho na vida está numa foto com meu irmão, na qual eu tinhas uns cinco, seis anos, e estava com um livro na mão. Minha mãe, na hora de tirar o retrato, disse: “Traz o companheiro dele”, e alguém perguntou: “Que companheiro Zizinha?”. Aí eu disse: “Meu livro”. Quer dizer, ele era meu companheiro, devia ser meu brinquedo preferido. Lembro que ele estava todo colado com grude, só a capa estava bonitinha. Quando eu abri, mamãe tinha colado o livro de cabeça para baixo, aí eu peguei, virei o livro e ela falou: “Ta de cabeça para baixo”. E eu respondi: “Mas dentro tá de cabeça para cima”. Quer dizer, eu já tinha adivinhado meu futuro. Eu já era curioso. Só gosta de livro quem é curioso.

 A sua incursão na literatura como romancista limitou-se a Vito Grandam. Por quê? 
R – Rapaz, romance é fogo! Não dá pra fazer nas horas vagas, é a coisa mais envolvente do mundo. Eu teria que largar tudo pra fazer meu segundo romance. Mas, largar de que jeito? Eu quero abraçar o mundo com as pernas... 

 Quando estava no processo de criação do Menino Maluquinho você acreditava que ele chegaria aos 25 anos e com a bola toda? R – Quando os militares estavam voltando para os quartéis, o Pasquim perdeu o sentido como trincheira de resistência. Foi quando me aconteceu o Menino Maluquinho. O sucesso do livro mudou minha vida. Virei autor de literatura infantil. Acredito que, quando o livro ficou pronto, eu senti que tinha feito uma coisa nova, diferente, que ia emplacar. Livro infantil, emplacando, atravessa séculos.

 Das páginas do livro para o teatro, ópera, televisão e cinema. Em qual das adaptações o Maluquinho se saiu melhor? 
R – Você esqueceu de falar nas revistinhas publicada pela Editora Globo, que estão todos os meses nas bancas de jornal do Brasil inteiro. Revista do Menino Maluquinho e revista da Julieta, a menina maluquinha. Olha, cara, tenho dado muita sorte com as adaptaçêes do Menino Maluquinho. Você precisava ver a ópera! E vem aí o filme 3. 

 Você é um artista multimídia, um dos fundadores do histórico Pasquim, autor de obras como Flicts e criador da Turma do Pererê, Jeremias, Mineirinho, Supermãe entre outros sucessos. A associação quase que exclusiva ao Menino Maluquinho te incomoda? 
R – Não, nem um pouco. Além do mais, não me vejo ligado exclusivamente ao Menino Maluquinho. Mas nenhum livro vende 2.500.000 exemplares impunemente, né!

Como as mãos de ferro de um artista preocupado com a política, o social e os costumes deram espaço para mãos afetuosas de um sensível Ziraldo? 
R – Sei lá, rapaz! Imagina se isto é coisa que se pergunte. Péra lá, eu acho que sempre fui um cara muito ligado ao afeto. 

 Quais foram as conseqüências sofridas pela ação direta da repressão política? 
R – A vida continua, meu filho. Como disse o Aloísio de Oliveira, o do Bando da Lua, numa entrevista que me deu: “Um momento come o outro, que come o outro, que come o outro... Você até esquece o que foi comido primeiro e vai digerindo e vai digerindo...” 

 Cite cinco grandes momentos que a sua profissão lhe proporcionou. 
R – Vou citar só um que tem a ver com esta Entrevista. Voltar a Caratinga, a terra onde nasci e tive uma infância feliz, juro, sempre é um grande momento na minha vida. Sério Você nasceu desenhista, se formou em Direito e se tornou escritor. Se assim não fosse, qual outra profissão gostaria de ter exercido? R Jogador de basquete. 

 Como conciliar o processo criativo com uma agenda repleta de viagens, palestras, lançamentos, homenagens...? 
R-  Sabe que nunca pensei nisto. Acho que sempre trabalhei com a intuição, mas só descobri isto por causa da pergunta. Meu trabalho, eu acho, é fruto, antes de mais nada, de uma certa quantidade de intuição. Ou será que não é? Vai ver, isso tudo é possível porque não tenho prioridades. Nunca pensei em parar de escrever, de desenhar, de editar, de fazer coisas novas. Vou continuar nessa! No meu tempo livre eu trabalho. Trabalho sempre. Ou será que não é isso? Cês vêm aí. 

 Como você vê a realização dos Salões de Humor pelo Brasil e. principalmente, o de Caratinga, sua terra natal?
R - No Brasil não há, exatamente, um mercado de trabalho para os cartunistas, infelizmente. Os salões de humor estimulam o surgimento de novos profissionais e o de Caratinga tem uma grande importância nisso. Está com o maior prestígio no país. 

 Aplicação, autoconfiança, entusiasmo, leitura. O que dá mais sustentação a sua criatividade? 
R - O importante é estar atento. O processo criativo pode estar na própria natureza, no cotidiano, na página de um jornal. Uma imagem que gosto de lembrar é a de uma folha caindo da mangueira. Para o sambista, “ela dá samba”. Deu para entender? 

 O que te move mais nas suas produções? Competitividade ou a vaidade? 
R - Nem uma nem outra. O que mo move são desafios e encomendas. Como diria o Tom Jobim. 

 Quem “jogaria” no seu time? 
R- No time de futebol? Pelé e mais dez. Só posso escalar o time de veteranos: Millôr, Jaguar, Claudius, Lan... ihh... o resto morreu. 

 A extinção de Bundas e a tentativa frustrada de reativar o Pasquim te leva a acreditar que publicações desse gênero não dão certo no Brasil? A causa é administrativa ou editorial? 
R Bundas foi lançada para ocupar um espaço que eu achava vago. O Brasil tem uma imprensa grande, talvez a única do mundo, em suas proporções, que não tinha (continua não tendo) uma revista de humor, uma revista crítica. Bundas foi lançada para isto. Para contestar do jeito que sempre soubemos. O país precisa de gente que dê mais valor à cabeça do que à bunda. Por isso a ironia do título. Infelizmente os anunciantes não entenderam que a revista falava para as pessoas mais inteligentes deste país, para formadores de opinião, para pessoas que não querem comprar feito mas que querem criar, decidir, escolher, pensar e refletir. O Pasquim 21 tinha esse mesmo objetivo. Não era uma continuação nem do Pasquim (das décadas de 60/70) nem de Bundas, mas usou da mesma ironia, do mesmo humor, tanto de Bundas quanto do Pasquim para criticar e se opor a tudo isso que estava aí. Mas anunciante quer é vender. E quem compra tudo não quer muitas respostas nem muitas perguntas. Dancei nos dois bailes...

Salão Nacional de Humor de Caratinga / 2007 RETROSPECTIVA 02

A Revista HUAI teve apresentação do cartunista Zélio:

A PRAGA DOS SALÕES DE HUMOR


Nestes dias um grupo de interessados tem se reunido em São Paulo com o propósito de montar uma grande exposição que reúna trabalhos e documentos que registram o surgimento do primeiro Salão de Humor e Quadrinhos no Brasil. Esta iniciativa coube ao Diretório dos Estudantes da Universidade Mackenzie de São Paulo, em 1973, quando me procuraram com esta idéia louca. Anos antes havia sido promovido, na mesma universidade, uma mostra de caricaturas com grande sucesso. 
 Tomando este evento como parâmetro evoluiu-se até o formato que hoje, grosso modo se mantém nos principais Salões realizados no país, cerca de duas dezenas. O que nos serviu de referência, nos dias em que formatávamos os primeiros eventos do gênero (1974 viu surgir o Salão Internacional de Piracicaba, o pai de todos), foi o Salão Internacional de Lucca, na Itália. Este envolvia com destaque além do humor gráfico, o cinema de animação. Naqueles anos eu trabalhava mais intimamente com animação, estava realizando meu segundo filme, "Amor Mor". Na verdade, para o projeto de Piracicaba estava programada uma mostra paralela "hors-concours" de cinema de Animação desde a primeira edição e que nunca se realizou, apesar de algumas tentativas, ao longo dos últimos 34 anos. 
 Assim começou no Brasil, conforme se tem notícia, essa praga de Salões de Humor. Uma praga boa que tem permitido a sobrevivência de talentos sem espaço nas mídias e que confirma a conhecida tradição de bons cartunistas e chargistas no país, simbolizando o jeito brasileiro irônico e despreocupado de ser.   Felizmente a saudável mania de criar um Salão de Humor seguiu meus passos ao contrário e foi dar com os costados em Caratinga, através de um louco manso de nome Edra. Mais um artista que já nasceu com pseudônimo, faltava apenas justificá-lo e Edra faz isso diariamente, inclusive se envolvendo na exaustiva operação de manter vivo um evento, entre nós, dando-lhe sentido e enobrecendo sua existência. 
 Agora, com a edição desta publicação oito-em-um ele resume sua saga e a história de um evento. De maneira inteligente e coerente. Eis aqui, nesta publicação leitor amigo, o sumo da fruta que os dedicados cartunistas do país plantam e colhem, ao longo das últimas décadas. Saboreie-o sem moderação.

Salão Nacional de Humor de Caratinga / 2007 RETROSPECTIVA 01

Arte Capa: Edra / sobre desenho do caricaturista Fernandes (SP)

Para fazer o registro da realização das oito edições do Salão de Humor de Caratinga e dos trabalhos dos artistas premiados, o cartunista Edra lançou a Revista HUAI - HUmor o Ano Inteiro.